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USO DE O² A BORDO DE AERNONAVES


As informações encontradas neste setor foram extraídas do site
http://www.drmaurogomes.com.br/tire-duvidas/cuidados-com-viagem-aerea-6/#.VtWACPkrK1s
e modificadas para a finalidade deste site.

O QUE ACONTECE COM O NOSSO ORGANISMO QUANDO ENTRAMOS DENTRO DE UM AVIÃO?

Habitualmente, vivemos, ao nível do mar, com pressão atmosférica de 760 mmHg. Em grandes altitudes (o avião pode atingir cerca de 10.000 metros de altura), a pressão atmosférica cai de maneira importante até cerca de 430 mmHg. Pela questão da grande altitude em um avião, é necessário que estejamos em um ambiente pressurizado. Caso a cabine não seja pressurizada, a saturação de oxigênio no sangue (concentração de oxigênio que circula no organismo através do sangue) também cai de modo importante em todos os indivíduos, podendo chegar a valores próximos de 80% (o normal é acima de 92%).

QUAIS OS RISCOS DA BAIXA OXIGENAÇÃO NO SANGUE?

O oxigênio é fundamental para o funcionamento adequado de todas as células vivas do corpo. A falta de oxigênio circulante pelo corpo faz todas as células apresentarem algum grau de sofrimento. As células que mais sofrem são as do sistema nervoso central (cérebro) e do coração.


A PRESSURIZAÇÃO DA CABINE RESOLVE O PROBLEMA DA BAIXA OXIGENAÇÃO DO SANGUE?

Por padronização internacional, a máxima pressurização que se atinge numa cabine de avião é o equivalente a 8000 pés (ou 2438 metros), com pressão atmosférica de 565 mmHg. Com isso, atinge-se a saturação de oxigênio no sangue de 90% e isso é considerado compatível com a vida e o que as pessoas normais podem suportar mesmo em voos de longa distância.

O QUE ACONTECE COM O PACIENTE QUE POSSUI ALGUMA DOENÇA RESPIRATÓRIA CRÔNICA QUE DIMINUI A SUA CONCENTRAÇÃO DE OXIGÊNIO NO SANGUE?

A redução de oxigenação se acentua de modo importante e os efeitos disso se acentuam. Soma-se a isso a dificuldade de o nosso organismo se adaptar a mudanças de fuso horário, a desidratação, a contaminação do ar da cabine e o fato de se permanecer sentado por longo período. A realização de exercícios durante o voo pode ser pior para os pacientes portadores de doenças pulmonares, pois há um consumo maior de oxigênio.

QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS PULMONARES PARA AS QUAIS OS RISCOS DE COMPLICAÇÃO POR VIAGEM AÉREA SÃO MAIORES?

DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), Fibrose pulmonar e LAM (Linfangioleiomiomatose).

O QUE O PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA PRECISA REALIZAR PARA VIAJAR DE AVIÃO?

• Conversar com seu médico a respeito dos riscos e da necessidade de utilização, além dos medicamentos de uso contínuo, da suplementação de oxigênio e da realização de profilaxia para trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

• Obter um formulário padronizado para ser preenchido pelo médico, contendo informações médicas detalhadas (MEDIF). Esse formulário deve conter informações pessoais e dos acompanhantes, especificar a necessidade de maca a bordo ou em solo, de cadeira de rodas, de baterias, de ambulância e de oxigênio. O formulário deve ser assinado pelo médico e pelo paciente.

• Encaminhar o MEDIF à empresa aérea com a antecedência necessária estipulada por ela.

• Saber se o seu dispositivo para fornecer oxigênio é permitido de ser embarcado em viagens aéreas.

EXISTE OUTRA FORMA DE AUTORIZAÇÃO PARA O VOO?

Viajantes frequentes não precisam preencher um MEDIF para cada voo. Mas é preciso ter uma autorização, o FREMEC, preenchido pelo médico e renovado periodicamente, de acordo com a companhia aérea.

De acordo com o art. 10, parágrafo 3º da Resolução 280 da ANAC, o operador aéreo deve adotar medidas que possibilitem a isenção da exigência de apresentação do MEDIF quando as condições que caracterizam a pessoa como PNAE (Passageiro com necessidade de atendimento especial) forem de caráter permanente e estável e os documentos já tiverem sido apresentados ao operador aéreo.

Portanto, a área médica da empresa aérea precisa analisar a doença do passageiro para saber se de fato é ou não estável (sendo que esse PNAE já precisa ter apresentado os documentos para a empresa) para então conceder o documento permanente e deixar de exigir toda vez que ele for embarcar.

Esse documento para embarque, sem apresentação do MEDIF quando a doença é permanente, é conhecido no mercado como FREMEC.

Seguem aqui, como exemplo, as orientações da GOL sobre o FREMEC. O cliente submete a sua documentação para análise uma única vez e nas revalidações:


http://www.voegol.com.br/pt-br/viaje-sem-duvidas/viaje/passageiros-especiais/Paginas/fremec.aspx

ONDE PODE SER ENCONTRADO O MEDIF?

Todos os sites das companhias aéreas devem conter o MEDIF para ser baixado direto no computador do interessado. Esse formulário preenchido deve ser encaminhando à companhia aérea antes do voo do paciente.

O PACIENTE PODE VIAJAR COM O SEU CILINDRO DE OXIGÊNIO?

Os cilindros de oxigênio contendo o gás comprimido (conhecido também como torpedos) ou contendo oxigênio líquido não são permitidos nas aeronaves dentro das cabines e nem mesmo como bagagem a ser despachada, pois não são apropriados para altas altitudes. São os seguintes os concentradores portáteis liberados pela Agência Internacional de Aviação Civil (ANAC):

• AirSep FreeStyle

• AirSep Lifestyle com adesivo RTCA

• Delphi Evo CentralAir

• Inogen One

• Invacare XPO2

• Respironics Inc. EverGo

• SeQual Eclipse

Esses concentradores pesam cerca de 4,5Kg e possuem baterias com duração de até 8h. As baterias devem ser recarregadas nos aeroportos durante as conexões. Deve-se calcular suprimento extra de 25% para eventuais atrasos.

Modelo de concentrador de oxigênio portátil

Modelo de concentrador de oxigênio portátil

COMO FUNCIONA O PROCESSO DE UTILIZAÇÃO DE OXIGÊNIO NA TAM?

O formulário MEDIF tem validade de 10 dias. Deve ser encaminhado com antecedência de 72h pelo fax (11) 5512-8246 ou através de e-mail (tamfila@tam.com.br), acompanhado das respectivas receitas, incluindo o uso e a dose de oxigênio.

Como o formulário tem a validade de apenas 10 dias, é necessário providenciar antecipadamente o mesmo conjunto de documentos para o voo de retorno quando a viagem for durar mais que este período.

Na TAM, o paciente pode levar o seu próprio concentrador de oxigênio, desde que ele seja aceito pela comunidade internacional de aviação e possua baterias com carga suficiente para toda a duração do voo. A escolha do assento deve ser sempre no corredor e próxima ao banheiro, não havendo a necessidade de reserva de assento duplo.

Quando houver a necessidade do oxigênio fornecido pela TAM, o serviço é válido durante o voo e apenas em conexões menores que uma hora. O oxigênio está disponível apenas em aeronaves A-319 e A-320 e para voos nacionais e com fluxo máximo de 4l/min. Nessa situação, há a necessidade da reserva obrigatória de dois assentos (se desacompanhado) e cobra-se a taxa, cujo valor precisa ser verificado com a empresa.

COMO FUNCIONA O PROCESSO DE UTILIZAÇÃO DE OXIGÊNIO NA GOL?

O MEDIF com os relatórios e receitas médicas deve ser encaminhado com até 48h de antecedência, através do fax (0300 115 2121). O serviço é disponível apenas para voos nacionais, sem restrições de escala.

COMO FUNCIONA O PROCESSO DE UTILIZAÇÃO DE OXIGÊNIO NA AMERICAN AIRLINES?

Na American Airlines, a solicitação deve ocorrer com 72h de antecedência, o paciente pode usar o próprio concentrador de oxigênio ou solicitar o fornecimento pela companhia aérea. É cobrada a taxa de U$ 100.00 por trecho. O preenchimento do formulário é muito mais simples, pois basta o médico indicar quantos litros são necessários por voo e assinar apenas uma página de formulário.

Convém lembrar que algumas empresas aéreas internacionais requerem o aviso da necessidade do uso de oxigênio durante o voo com 7 dias de antecedência.

Informações específicas sobre a utilização de oxigênio em viagens em territórios estrangeiros por avião, trem ou ônibus podem ser obtidas no site:

http://radientlife.wordpress.com/2010/06/20/how-to-travel-with-medical-oxygen-tips-and-tricks/